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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

2029 - o ano da viragem

Nesta conversa, Neil deGrasse Tyson e Ray Kurzweil, um dos gurus da Inteligência Artificial (IBM, MIT, Google), falam sobre o momento da Singularidade e de como 2029 poderá ser o ano em que tudo mudará para sempre. Afinal, será a Singularidade uma inevitabilidade?



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Singularity e a conquista da imortalidade



Para uma perspetiva mais positiva sobre a Singularidade, pensemos nesta evolução tecnológica exponencial ao serviço do ser humano. Seja na evolução e inovação biológica para aumentar a esperança média de vida ou no apoio ao pensamento humano.


De facto, talvez a Singularidade não seja mais do que incorporar no nosso cérebro a tecnologia que nos permita aceder a informação e conhecimento de forma imediata. Dito assim, já não parece tão assustador. Na verdade, o que distamos desta inovação é a distância de um braço. Hoje em dia, já acedemos através do telemóvel a praticamente toda a informação de que necessitamos: que tempo vai estar amanhã em todo o mundo? como se diz "casa" em todas as línguas existentes? quem escreveu o quê, onde e quando? No futuro da Singularidade, estes processadores já vão estar integrados no nosso cérebro, e não será necessário digitarmos as nossas questões. Bastará ouvir ou pensar a pergunta e automaticamente a resposta aparecerá na nossa cabeça. Sounds weird? Well, it is.

Mas mais estranho que isso, será a "hipotética hipótese" de irmos "gravando" a nossa forma de pensar num computador, o nosso raciocínio, as nossas escolhas, e esse mesmo computador ficar automaticamente a pensar como nós. De acordo com todo o histórico de decisões e pensamentos, o computador poder continuar a pensar como nós, mesmo após a nossa morte física. Uma espécie de download da nossa alma para uma pen (segundo o conhecimento que temos hoje, será a melhor analogia a fazer). Ou seja, a conquista de uma certa imortalidade.


A vertente de inovação tecnológica relacionada com a biologia humana é algo que já acontece hoje em dia. Já conseguimos hoje em dia substituir partes do nosso corpo ou criar próteses para partes defeituosas ou inexistentes, pacemakers para prolongar a esperança média de vida, entre outras inovações. No momento da Singularidade, esta substituição poderá crescer exponencialmente até ao ponto de conseguirmos sintetizar os nossos próprios genes. Criando assim seres humanos perfeitos e imortais.


Fotografia de Stephan Bodzin e da sua Singularity:









sábado, 7 de setembro de 2019

O momento da Singularidade e o fim da Humanidade

Poderão ainda não ter ouvido a expressão Singularity (em português Singularidade, ou mais concretamente a Singularidade Tecnológica). Este será um momento no futuro próximo, ou não tão próximo, em que a inteligência artificial irá crescer tão exponencialmente que terá um impacto inédito e irreversível para o ser humano.

Este crescimento exponencial poderá gerar máquinas capazes de superar a inteligência humana e substituir o nosso pensamento. Esta teoria baseia-se no facto de que, segundo a lei de Moore, a cada 18 meses, a capacidade de processamento dos computadores duplica e os custos permanecem iguais ou diminuem. A isto se chama o crescimento exponencial. Para termos uma ideia mais prática, aquando da revolução espacial e da ida do Homem à Lua, os computadores da NASA ocupavam edifícios inteiros. Eram os chamados super-computadores. 

Hoje em dia, o telemóvel que utilizamos diariamente tem uma capacidade infinitamente superior a esses computadores. Há vinte anos atrás, nunca imaginaríamos o que hoje em dia temos dado por garantido. Quando era pequena, só depois de atender o telefone (com fio) é que sabia quem estava a ligar. Lembro-me de que era impensável, quando surgiram os CD's, pensar em poder gravar um em casa. Ou ainda, fazer uma vídeo-chamada para o outro lado do mundo numa questão de segundos e em tempo real poder ter uma conversa. É por isso difícil conseguirmos imaginar como será o mundo e a Humanidade no momento da Singularidade ou do pós-Singularidade.

Além da programação de pensamento lógico, infinitamente mais rápido do que o pensamento humano, uma das questões que se levanta está relacionada com as emoções, a capacidade de escolha e reflexão. Se virmos exemplos de ficção científica como o HAL 9000 de "2002: Odisseia no Espaço" ou Eva de "Ex Machina", um dos terrores que nos assombra é a possibilidade de que estas super máquinas se possam virar contra nós. E este poderá ser o fim da Humanidade...



sábado, 31 de agosto de 2019

Só a poesia pode salvar o mundo

Há sete anos atrás nascia o blogue Sustenta-te. Para assinalar a data, foram pintados corações vermelhos na calçada lisboeta (com tinta de água, claro).

Após um largo interregno, está agora de volta e qual a melhor forma de assinalar o seu regresso do que distribuindo poesia pela cidade? Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Herberto Helder, David Mourão Ferreira, Pablo Neruda, Vinicius de Moraes. E no feminino, Sophia de Mello Breyner, Florbela Espanca, Natália Correia, Adília Lopes.

Imagina chegares ao teu carro estacionado e teres um papel escrito à mão? Para os infortunados a quem tal já sucedeu, normalmente não são boas notícias. Por vezes, é de alguém a queixar-se de um estacionamento pouco cuidadoso, outras vezes de alguém que assume ter batido...

Desta vez, o recado escrito à mão serve apenas para te alegrar o dia. Mais poesia por favor!


























quarta-feira, 20 de março de 2013

Conversas no Teatro Maria Matos - In transition

O Teatro Maria Matos vai apresentar, entre Abril e Julho, um programa dedicado à transição para um mundo sustentável. O programa inclui um ciclo de conferências e vários espectáculos dedicados ao tema. O encerramento do evento contará com aqueles que queiram partilhar com o público as suas actividades no âmbito da sustentabilidade.
No dia 20 de Julho, encerramento da iniciativa, terá lugar um evento para o qual estão convidadas todas as associações, organizações e grupos informais cuja actividade se relacione com o desejo de criar um mundo mais sustentável.
Durante a iniciativa Transição, as diversas palestras em curso vão debruçar-se sobre temáticas como os recursos naturais, economia, comida, trabalho, ambiente e Portugal sustentável. Terá ainda lugar a apresentação do documentário In Transition, da International Transition Network.
 
Mais informações em www.teatromariamatos.pt.
 
Podem ver aqui o documentário:
 
 

sábado, 29 de dezembro de 2012

O mundo segundo a Monsanto

O documentário "O Mundo segundo a Monsanto" da francesa Maria-Monique Robin (traça a história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão se proliferam pelo mundo, apesar dos alertas de ambientalistas. A multinacional Monsanto é líder mundial na produção do herbicida da marca Roundup. Também é, de longe, o produtor líder de sementes geneticamente modificadas, respondendo por 70% a 100% do market share para variadas culturas. A introdução das sementes em vários países (Argentina, Brasil, China, Índia ou até Haiti) demonstraram ser extremamente prejudiciais para a segurança alimentar das suas populações - ao eliminar outras culturas locais existentes, ao utilizar pesticidas e herbicidas fabricados pela empresa ou ainda ao aumento exponencial do preço das sementes.




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Parabéns Obama!

Últimos minutos do discurso de vitória de Barack Obama nas presidenciais de 2012:

If you're willing to work hard...
It doesn't matter who you are, or where you come from, or what you look like, or where you live.
It doesn't matter if you're black or white or hispanic or asian or native american, or young or old, or rich or poor, abled, disabled, gay or straight...
YOU CAN MAKE IT HERE IN AMERICA IF YOU'RE WILLING TO TRY!

Absolutamente inspirador. Parabéns Obama!



sábado, 3 de novembro de 2012

Vivienne Westwood apoia Assange

Já lá vão 4 meses desde que Julian Assange se refugiou na embaixada do Equador em Inglaterra, sob asilo político do país centro-americano.
O fundador do wikileaks é desde então o alvo de discussão entre os dois países: o Equador garantiu o asilo político a Assange em Agosto, após o mandato de captura pelo Reino Unido e pedido de extradição para a Suécia, onde é acusado de violação.
Assange não pode sair da embaixada, pois mal pise o solo inglês, é imediatamente deportado.
 
A wikileaks viu as suas doações serem bloqueadas pela Visa, Mastercard, Western Union, Paypal, Amazon e Bank of America, e houve uma cidadã britânica que quis fazer algo para ajudar uma pessoa que "expôs factos sigilosos e combateu a desinformação para o bem do público".
 
Nada mais nada menos que a designer Vivienne Westwood, que lançou uma linha de t-shirts em solidariedade com Assange. Os lucros revertem inteiramente para a wikileaks.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Develelopment is out. Sustainability is the new black

Já o ar está impestado do cheiro do cadáver. O Desenvolvimento morreu.
Este termo que tanto significou na nossa era, esta palavra sobrecarregada de sentido, finalmente deixou de fazer sentido.
Uma palavra com duzentos anos de construção de significado histórico e social, que foi impregnada de um significado ainda mais forte com o discurso do presidente Truman, em 1949, quando a contrapôs ao termo por ele considerado como Subdesenvolvimento ("Devemos empreender um novo programa audaz que permita que os benefícios do nosso progresso científico e industrial sirvam para a melhoria e o crescimento das áreas subdesenvolvidas"). A partir desse dia, dois mil milhões de pessoas acordaram subdesenvolvidas. Ao contrapor a evolução dos Estados Unidos no pós-guerra, Truman categorizou todos os outros como o seu espelho invertido. O Desenvolvimento passou então a significar quase apenas o escape ao Subdesenvolvimento. E as regiões subdesenvolvidas deixaram de se preocupar em trabalhar as suas especificidades e condicionantes, em definir objectivos próprios, preocupando-se apenas em cumprir o que os mais países poderosos lhes queriam impor.
Durante muitos anos, o Desenvolvimento foi seguido quase como uma religião, tendo como deus o crescimento económico. Só em 1962, as Nações Unidas recomendaram que o Desenvolvimento económico fosse aliado ao Desenvolvimento social, que melhorasse a qualidade de vida das pessoas. Nesta década, declarada como a Década para o Desenvolvimento, o enfoque social foi adicionado ao termo Desenvolvimento. Não funcionou. Na década de 70, as Nações Unidas procuraram uma estratégia global, baseada na ação conjunta das esferas económica e social. Em 1980, quase se anunciou o fim do Desenvolvimento, com o aumento exponencial das desigualdades económicas e sociais. Já na década de 90, surgiu o termo de Redesenvolvimento, que implicava o ter de desenvolver melhor o que não tinha corrido bem anteriormente.
Surgiu depois o Desenvolvimento sustentável. Uma espécie de Redesenvolvimento verde e democrático. Ou seja, para sustentar o Desenvolvimento.
Os tempos mudaram. O Desenvolvimento, o Redesenvolvimento ou o Desenvolvimento sustentável já não tem pernas para andar. As provas estão à vista. Nas ruas, nos governos, nas empresas. Está na altura de mudar finalmente de paradigma. Não há já desenvolvimento possível. O Planeta não o permite, o Estado não o permite, a Economia não o permite.    
A palavra de ordem agora é Sustentabilidade. Apenas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

PIMP MY CARROÇA

Apresento-te o projecto PIMP MY CARROÇA.
 
Em S. Paulo, grande parte do lixo não é reciclado. 
Existem centenas de catadores de lixo reciclável que percorrem as ruas diariamente, quase invisíveis para a opinião pública, recolhendo papel, cartão, plástico, e que ajudam a preservar o ambiente da cidade.
A estes agentes ambientais marginalizados juntou-se a arte marginalizada do graffiti e nasceu o PIMP MY CARROÇA, através do Crowdfunding.
O evento contou com a prestação de vários serviços de saúde e de higiene do trabalho aos catadores de lixo.
 
O resultado está à vista. Parabéns!
 
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Conflict kitchen - comendo com o inimigo


Apresento-te o Conflict Kitchen. Neste restaurante de take-out, apenas são servidos pratos provenientes de países com os quais os EUA estão em conflito. Como? A cada seis meses, o painel que identifica a loja e por onde saem as mais diversas iguarias muda, de acordo com o país mais em voga na altura.
Cada mudança de imagem e de culinária é apoiada por uma série de eventos, performances e debates que procuram sensibilizar o público americano e divulgar a cultura, a política e aquilo que está em causa no conflito com os EUA por parte do país escolhido. Pode-se por exemplo participar em jantares via skype entre cidadãos de Pittsburgh e jovens profissionais de Teerão, realizadores de documentários de Cabul ou ainda activistas de rádios comunitárias de Caracas.
Actualmente, a versão cubana apresenta aos seus clientes a comida, a cultura e a mentalidade do povo cubano no país de origem e daqueles que emigraram para os EUA. Desenvolvido em colaboração com a comunidade cubana, a comida é embalada em caixas para take-out seladas com autocolantes e embrulhadas em papéis que incluem entrevistas a cubanos em Cuba e nos EUA sobre questões como o embargo económico ou a relação de Cuba com outras potências mundiais. Estes “wrapers”são produzidos especialmente para cada versão do restaurante. E tal como seria de esperar, as ideias e as opiniões são muitas vezes contraditórias e condicionadas pela vivência pessoal. Estas contradições permitem ao Conflict Kitchen questionar, debater e conversar com os seus clientes.
Localizado em Pittsburgh, o Conflict Kitchen ofereceu pela primeira vez aos cidadãos um restaurante iraniano, afegão, venezuelano ou cubano. Brevemente, terão também uma versão norte-coreana.










terça-feira, 24 de julho de 2012

O começo do fim (em Gaza)

Foi há exatamente um mês que foi eleito o novo presidente egípcio, Mohammed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, vitória esta que foi festejada efusivamente na praça Tahrir, no Cairo, onde muitos milhares dos seus partidários se concentraram e gritaram Allahu Akbar [Deus é grande]. Mas não foram só os egípcios  quem festejou este acontecimento: na Faixa a eleição de Morsi foi amplamente celebrada.
E com bons motivos. Passado apenas um mês, Mohammed Morsi levantou o bloqueio à Faixa de Gaza, que se estendia de há 5 anos para cá, quando Hosni Mubarak ordenou o encerramento da passagem de Rafah após imposição de Israel. Os palestinianos podem agora atravessar livremente a fronteira para o Egipto e aí permanecer durante 72 horas.
A decisão do presidente Morsi foi tomada após um encontro com uma delegação do movimento Hamas, liderada pelo seu chefe exilado, Khaled Meshaal. Meshaal e Mursi discutiram formas de garantir que Gaza, que compartilha suas fronteiras com o Egipto, obtenha o gás e o petróleo de que necessita, apesar do bloqueio por parte de Israel.
A Faixa de Gaza tem 41 quilómetros e faz fronteira com o deserto do Sinai, no Egipto. Aí habitam 1,5 milhões de palestinianos. Com os sucessivos bombardeamentos por parte de Israel, a maior parte das suas infraestruturas estão destruídas. Também o seu espaço aéreo e o acesso por mar estão controlados por Israel. Em 2000, o presidente israelita Ariel Sharon ordenou a retirada unilateral da Faixa de Gaza, com o propósito de garantir a segurança dos colonatos judeus que aí se haviam estabelecido. No ano seguinte, ao serem convocadas eleições nos territórios palestianos, venceu o Hamas, partido considerado terrorista pela comunidade internacional. Foi o início do bloqueio. Tanto Israel como o Egipto consideravam que não era possível garantir a segurança na região. E a situação humanitária na Faixa de Gaza agravou-se.
 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Um juiz e uma prisão exemplares - Pedal your way out of jail

Existe uma prisão no nosso país irmão que está a dar muito que falar com os seus projectos inovadores e insólitos. Já conheces a Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais?

Os presidiários desta prisão estão a participar num projecto inovador: para redução das suas penas, pedalam em duas bicicletas estáticas e produzem energia eléctrica. A electricidade gerada serve para iluminar parte de uma praça da cidade durante a noite. Se pedalarem durante todo o dia, é produzida energia suficiente para acender seis lâmpadas.
As duas bicicletas encontram-se no pátio da prisão e podem ser utilizadas por todos os presos. Brevemente serão instaladas mais oito bicicletas. A ideia foi tirada da internet pelo juiz da cidade, José Henrique Mallmann, que afirma que por cada 16 horas de pedalada, lhes retira um dia a menos na pena.
O director da prisão chega a afirmar o seguinte: “Eles sentem-se úteis a pedalar.Estão a reduzir a sua pena e a produzir energia, energia saudável. Hoje fala-se muito em sustentabilidade".

Não é absolutamente genial?

E o melhor é que este não é o primeiro projecto deste género a ser implementado na prisão de Santa Rita do Sapucaí. O mesmo juiz já havia implementado um outro sistema no qual os presos trabalham e parte dos seus salários é encaminhado para as vítimas.
Este projecto tem como objectivo restituir à vítima o que lhe foi retirado, além de possibilitar o preso de se redimir perante a sociedade".
Por enquanto, seis presos que já foram condenados participam do projecto. A maioria cometeu o crime de roubo, sendo assim mais fácil restituir às vítimas o valor do produto que foi roubado. Os presos recebem um salário mensal e trabalham na recuperação e manutenção de prédios públicos. O dinheiro do pagamento vem através de parcerias com empresários da cidade, que viram o projecto como bastante positivo.
Além do ordenado,também podem ver a sua pena reduzida. A cada três dias de trabalho, eles ganham um dia a menos de pena.

terça-feira, 26 de junho de 2012

PIB verde

Apresento-te agora um dos (poucos) avanços que sairam da Cimeira Rio+20, cujo texto final de 53 páginas foi assinado no passado dia 22 de junho no nosso país irmão. Vem aí o chamado PIB verde.
Este novo indicador não é apenas verde (como está tão na moda agora), mas vai muito para além disso. Conhecido como Índice Inclusivo de Riqueza, foi apresentado pelo Programa Internacional de Dimensões Humanas das Mudanças Ambientais Globais (UNU-IHDP) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) durante a Conferência. Este ambiciona vir a substituir o já velho e bolorento Produto Interno Bruto como indicador único de riqueza dos países. No seu cálculo entra a “riqueza inclusiva” da nações e não apenas o capital económico:
- Capital manufaturado - infraestruturas, bens e investimentos
- Capital natural - combustíveis fósseis, minérios, florestas, pesca e terras agrícolas
- Capital humano - educação e competências

Para suportar a defesa deste novo índice foram apresentados os resultados de um grupo de países avaliados de 1990 a 2008: Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Equador, França, Alemanha, Índia, Japão, Quênia, Nigéria, Noruega, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Venezuela.

E quais as conclusões?
Utilizando unicamente o PIB, registou-se um crescimento acentuado das economias da China com 422% (irra!), EUA com 37%, Brasil com 31% e África do Sul com 24%. Porém, quando o desempenho é avaliado de acordo com o novo índice, a economia chinesa cresceu apenas (apenas!) 45%, os EUA 13%, o Brasil 18% e a África do Sul teve queda de 1%. Estes resultados devem-se maioritariamente ao esgotamento dos recursos naturais destes países.
Seis países (Rússia, Venezuela, Arábia Saudita, Colômbia, África do Sul e Nigéria) tiveram crescimento negativo segundo o novo índice, mas positivo pelo PIB.



O gráfico demonstra o declínio do capital natural em quase todos os países avaliados no Relatório de Riqueza Inclusiva 2012.


Podes saber mais sobre este novo Índice aqui: http://www.unep.org/newscentre/Default.aspx?DocumentID=2688&ArticleID=9174&l=en

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Euro, a Europa e o Euro

O Euro, a Europa e o Euro...

Enquanto dura o Euro 2012, entenda-se o campeonato de futebol europeu, parece que nos vamos esquecendo da desgraça em que se encontra o Euro em 2012, entenda-se a moeda.
Apresento-te uma pequena seleção de alguns cartoons que sairam nas últimas semanas:

Houve um tempo em que o Euro era uma moeda...


A terra tem recursos limitados, tal como a Europa...


E onde se senta a Europa na Cimeira do G-20?


Alemanha vs. Grécia - formalidades antes do jogo...

A suma importância de salvar o Euro...


Grécia, Merkel e o Euro


O que se joga no Euro 2012


Alguém tem uma moeda?


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Fossil of the Day Award - Rio+20


As ONG's Climate Network e Avaaz organizaram mais uma vez os Fossil of the Day Awards, premiando os países envolvidos nas negociações do texto final do Rio+20 que dão o seu "melhor" para bloquear o progresso ambiental.
As votações ocorreram durante o processo de negociação para o texto da Conferência das Nações Unidas apresentado a dia 20 de junho no Rio de Janeiro.

Apresento-te agora os vencedores de cada dia: 

18 junho
1º lugar: Austrália
por exercer pressão sobre os estados insulares do Pacífico, principalmente Tuvalu, para concordar com o aumento da temperatura do planeta em 2º, em vez de 1,5º, que estes reivindicavam.
2º e 3º lugares: Canadá, Austrália e Japão –
pela incapacidade de manter propostas de financiamento de longo prazo para os países pobres.

16 junho
1º lugar: EUA
- por ter inserido um percentual 'x', como propostas voluntárias em substituição a reduções concretas obrigatórias dos países, nas reduções das emissões de gases de efeito estufa.
2º lugar: Grupo Umbrella (Guarda-Chuva),
que representa os países do Anexo 1 (industrializados), com exceção da União Europeia -
porque se recusaram a fornecer aos países em desenvolvimento apoio a acordos de financiamento a longo prazo.

15 junho
1º lugar: EUA -
por ser um país industrializado, que não propõe alterar a utilização de medidas de redução provenientes da aviação e da área marítima, para gerar fundos de adaptação e mitigação.
Por pouco a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não ganhou o 'Fóssil do Dia (15), no lugar dos EUA, graças ao seu lapsus linguae, ao afirmar que "o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável".
2º lugar: Canadá -
por causa da afirmação de que o Canadá não tem absolutamente nenhuma intenção de atingir as metas de redução, em 2020.
3º lugar: EUA e Colômbia - por dificultarem o processo de construção do texto sobre o REDD - Redução para Emissões de Desmatamento e Degradação.
14 junho
1º lugar:
EUA -
por não assumir nenhum compromisso sobre o financiamento de longo prazo para os países em desenvolvimento e por ser o maior emissor cumulativo e ter uma das mais fracas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs).
2.º lugar: União Europeia
- por causa da existência de um vazio jurídico quanto à implementação de combate ao ar quente e na questão da gestão florestal.
3º lugar: Canadá e Arábia Saudita - devido aos seus altos índices de emissão, sempre nos lugares cimeiros, além de poucas iniciativas para a redução.

12 junho
1º lugar:
Japão - por se opor ao estabelecimento de um segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto.
2º lugar: Papua Nova-Guiné - por se opor à proposta do compromisso de protocolos juridicamente vinculativos na COP15 dos países mais poluidores, que foi feita pela Aliança dos Pequenos Estados Insulares, do qual o país também participa.

11 junho
1º e 2º lugares:
Canadá - pelo seu posicionamento intransigente, quanto às metas de redução de emissões de GEEs e por não ser claro quanto às suas posições no encontro.

3º lugar:
União Europeia - por não ter uma posição mais ousada para a proposta de um apoio financeiro a longo prazo aos países pobres.

10 junho
1º lugar: Polónia - por bloquear proposta de actualização incondicional do objectivo da UE de reduzir as emissões de carbono a 30%.
2º lugar: Alemanha - por não esclarecer que o financiamento do clima deve ser adicional aos auxílios já existentes.
3º lugar: Nova Zelândia - por declarações do ministro neozelandês de não estar focado no aumento das emissões do próprio país.


9 junho
1º lugar:
Canadá e Croácia - por se oporem às reduções do Protocolo de Quioto a níveis de emissões de GEE em 1990.
2º lugar: Rússia - por não ter se comprometido efectivamente quanto às reduções no Protocolo de Quioto e também na COP15, até agora.

08/12

1º lugar: Ucrânia - por ter o objectivo de reduzir em 20% suas emissões em relação a 1990, o que significa 75% de aumento, nos níveis actuais.
2º lugar: Canadá, Islândia, Japão, Cazaquistão, Nova Zelândia, Noruega, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e Austrália - por proporem que a captura e armazenamento de carbono se devem qualificar como projecto de MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
3º lugar: Ucrânia - por se recusar a dizer como está a utilizar o dinheiro da venda de créditos de emissões.


7 junho 
1º lugar: Países em desenvolvimento - por falta de empenho na implementação das reduções de emissões de GEE.
2º lugar: Suécia, Finlândia e Áustria - por tentarem obter ganhos, por causa de suas florestas.
3º lugar: Canadá - por causa da falta de empenho.
Menção honrosa: Arábia Saudita - por causa da falta de empenho "histórica".