O artista de rua OX desenvolve um trabalho em França que contrapõe a arte à publicidade.
Utilizando colagens em billboards, OX substitui anúncios publicitários por peças artísticas que se ligam inequivocamente ao meio circundante.
O que achas do seu trabalho?
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sexta-feira, 22 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Favianna Rodriguez e a beleza da migração
A artista e ativista Favianna Rodriguez juntou-se ao produtor Pharrell Williams e ao seu canal Youtube "I Am Other YouTube" para criar uma nova série de documentários intitulados "Migration is Beautiful". O alvo é a política de imigração nos Estados Unidos da América e a visão que os cidadãos americados têm dos seus imigrantes. Como? Usando a arte para criticar e unindo-se a personalidades como Jose Antonio Vargas ou a famosa atriz Rosario Dawson.
O documentário mostra o esforço e o trabalho de ativistas sem-papéis e de muitos outros artistas que usam a sua criatividade para estimular o diálogo nacional.
Vale a pena ver e conhecer. Deixo-te aqui os links para o documentário (3 partes de cerca de 10 minutos cada) e algumas imagens do trabalho de Favianna.
sábado, 3 de novembro de 2012
Vivienne Westwood apoia Assange
Já lá vão 4 meses desde que Julian Assange se refugiou na embaixada do Equador em Inglaterra, sob asilo político do país centro-americano.
O fundador do wikileaks é desde então o alvo de discussão entre os dois países: o Equador garantiu o asilo político a Assange em Agosto, após o mandato de captura pelo Reino Unido e pedido de extradição para a Suécia, onde é acusado de violação.
Assange não pode sair da embaixada, pois mal pise o solo inglês, é imediatamente deportado.
A wikileaks viu as suas doações serem bloqueadas pela Visa, Mastercard, Western Union, Paypal, Amazon e Bank of America, e houve uma cidadã britânica que quis fazer algo para ajudar uma pessoa que "expôs factos sigilosos e combateu a desinformação para o bem do público".
Nada mais nada menos que a designer Vivienne Westwood, que lançou uma linha de t-shirts em solidariedade com Assange. Os lucros revertem inteiramente para a wikileaks.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O Cluedo do 5 de outubro
Nas celebrações do 5 de Outubro, feriado da proclamação da República em Portugal algo de muito insólito aconteceu na Câmara Municipal de Lisboa: a bandeira nacional foi hasteada ao contrário.
"Tudo o que diz respeito à bandeira nacional tem um simbolismo e
hasteá-la ao contrário não foge à regra. Em tempos, durante as grandes
guerras, as bandeiras hasteada ao contrário eram sinal de que o local
estava dominado pelo inimigo, enviando um pedido de socorro. Trata-se de
um sinal reconhecido ao nível internacional." (Marta Grosso, Rádio Renascença)
Tal como a bandeira, também o país está do avesso. Mas no fundo quem foi o verdadeiro culpado?
Terá sido Cavaco Silva, por protesto a presidir um país que se encontra desgovernado?
Terá sido Cavaco Silva, por protesto a presidir um país que se encontra desgovernado?
Ou o Presidente da CML António Costa, que tem governado a cidade de Lisboa de forma exemplar, querendo dar uma achega ao governo do PSD?
Ou ainda o Chefe das Forças Armadas, pelo estado das coisas?
Talvez tenha sido Paulo Portas pelos conflitos que se têm gerado e gerado tanta especulação na coligação formada para o governo?
Se calhar vieram mesmo os senhores da Troika para mostrar quem manda agora em terras lusitanas...
terça-feira, 24 de julho de 2012
O começo do fim (em Gaza)
Foi há exatamente um mês que foi eleito o novo presidente egípcio, Mohammed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, vitória esta que foi festejada efusivamente na praça Tahrir, no Cairo, onde muitos milhares dos seus partidários se concentraram e gritaram Allahu Akbar [Deus é grande]. Mas não foram só os egípcios quem festejou este acontecimento: na Faixa a eleição de Morsi foi amplamente celebrada.
E com bons motivos. Passado apenas um mês, Mohammed Morsi levantou o bloqueio à Faixa de Gaza, que se estendia de há 5 anos para cá, quando Hosni Mubarak ordenou o encerramento da passagem de Rafah após imposição de Israel. Os palestinianos podem agora atravessar livremente a fronteira para o Egipto e aí permanecer durante 72 horas.
A decisão do presidente Morsi foi tomada após um encontro com uma delegação do movimento Hamas, liderada pelo seu chefe exilado, Khaled Meshaal. Meshaal e Mursi discutiram formas de garantir que Gaza, que compartilha suas fronteiras com o Egipto, obtenha o gás e o petróleo de que necessita, apesar do bloqueio por parte de Israel.
A Faixa de Gaza tem 41 quilómetros e faz fronteira com o deserto do Sinai, no Egipto. Aí habitam 1,5 milhões de palestinianos. Com os sucessivos bombardeamentos por parte de Israel, a maior parte das suas infraestruturas estão destruídas. Também o seu espaço aéreo e o acesso por mar estão controlados por Israel. Em 2000, o presidente israelita Ariel Sharon ordenou a retirada unilateral da Faixa de Gaza, com o propósito de garantir a segurança dos colonatos judeus que aí se haviam estabelecido. No ano seguinte, ao serem convocadas eleições nos territórios palestianos, venceu o Hamas, partido considerado terrorista pela comunidade internacional. Foi o início do bloqueio. Tanto Israel como o Egipto consideravam que não era possível garantir a segurança na região. E a situação humanitária na Faixa de Gaza agravou-se.

sexta-feira, 22 de junho de 2012
Fossil of the Day Award - Rio+20
As ONG's Climate Network e Avaaz organizaram mais uma vez os Fossil of the Day Awards, premiando os países envolvidos nas negociações do texto final do Rio+20 que dão o seu "melhor" para bloquear o progresso ambiental.
As votações ocorreram durante o processo de negociação para o texto da Conferência das Nações Unidas apresentado a dia 20 de junho no Rio de Janeiro.
Apresento-te agora os vencedores de cada dia:
18 junho
1º lugar: Austrália – por exercer pressão sobre os estados insulares do Pacífico, principalmente Tuvalu, para concordar com o aumento da temperatura do planeta em 2º, em vez de 1,5º, que estes reivindicavam.
2º e 3º lugares: Canadá, Austrália e Japão – pela incapacidade de manter propostas de financiamento de longo prazo para os países pobres.
16 junho
1º lugar: EUA - por ter inserido um percentual 'x', como propostas voluntárias em substituição a reduções concretas obrigatórias dos países, nas reduções das emissões de gases de efeito estufa.
2º lugar: Grupo Umbrella (Guarda-Chuva), que representa os países do Anexo 1 (industrializados), com exceção da União Europeia - porque se recusaram a fornecer aos países em desenvolvimento apoio a acordos de financiamento a longo prazo.
15 junho
1º lugar: EUA - por ser um país industrializado, que não propõe alterar a utilização de medidas de redução provenientes da aviação e da área marítima, para gerar fundos de adaptação e mitigação.
1º lugar: Austrália – por exercer pressão sobre os estados insulares do Pacífico, principalmente Tuvalu, para concordar com o aumento da temperatura do planeta em 2º, em vez de 1,5º, que estes reivindicavam.
2º e 3º lugares: Canadá, Austrália e Japão – pela incapacidade de manter propostas de financiamento de longo prazo para os países pobres.
16 junho
1º lugar: EUA - por ter inserido um percentual 'x', como propostas voluntárias em substituição a reduções concretas obrigatórias dos países, nas reduções das emissões de gases de efeito estufa.
2º lugar: Grupo Umbrella (Guarda-Chuva), que representa os países do Anexo 1 (industrializados), com exceção da União Europeia - porque se recusaram a fornecer aos países em desenvolvimento apoio a acordos de financiamento a longo prazo.
15 junho
1º lugar: EUA - por ser um país industrializado, que não propõe alterar a utilização de medidas de redução provenientes da aviação e da área marítima, para gerar fundos de adaptação e mitigação.
Por pouco a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não ganhou o
'Fóssil do Dia (15), no lugar dos EUA, graças ao seu lapsus linguae, ao afirmar que "o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento
sustentável".
2º lugar: Canadá - por causa da afirmação de que o Canadá não tem absolutamente nenhuma intenção de atingir as metas de redução, em 2020.
3º lugar: EUA e Colômbia - por dificultarem o processo de construção do texto sobre o REDD - Redução para Emissões de Desmatamento e Degradação.
2º lugar: Canadá - por causa da afirmação de que o Canadá não tem absolutamente nenhuma intenção de atingir as metas de redução, em 2020.
3º lugar: EUA e Colômbia - por dificultarem o processo de construção do texto sobre o REDD - Redução para Emissões de Desmatamento e Degradação.
14 junho
1º lugar: EUA - por não assumir nenhum compromisso sobre o financiamento de longo prazo para os países em desenvolvimento e por ser o maior emissor cumulativo e ter uma das mais fracas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs).
2.º lugar: União Europeia - por causa da existência de um vazio jurídico quanto à implementação de combate ao ar quente e na questão da gestão florestal.
3º lugar: Canadá e Arábia Saudita - devido aos seus altos índices de emissão, sempre nos lugares cimeiros, além de poucas iniciativas para a redução.
1º lugar: EUA - por não assumir nenhum compromisso sobre o financiamento de longo prazo para os países em desenvolvimento e por ser o maior emissor cumulativo e ter uma das mais fracas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs).
2.º lugar: União Europeia - por causa da existência de um vazio jurídico quanto à implementação de combate ao ar quente e na questão da gestão florestal.
3º lugar: Canadá e Arábia Saudita - devido aos seus altos índices de emissão, sempre nos lugares cimeiros, além de poucas iniciativas para a redução.
12 junho
1º lugar: Japão - por se opor ao estabelecimento de um segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto.
2º lugar: Papua Nova-Guiné - por se opor à proposta do compromisso de protocolos juridicamente vinculativos na COP15 dos países mais poluidores, que foi feita pela Aliança dos Pequenos Estados Insulares, do qual o país também participa.
11 junho
1º e 2º lugares: Canadá - pelo seu posicionamento intransigente, quanto às metas de redução de emissões de GEEs e por não ser claro quanto às suas posições no encontro.
3º lugar: União Europeia - por não ter uma posição mais ousada para a proposta de um apoio financeiro a longo prazo aos países pobres.
10 junho
1º lugar: Polónia - por bloquear proposta de actualização incondicional do objectivo da UE de reduzir as emissões de carbono a 30%.
2º lugar: Alemanha - por não esclarecer que o financiamento do clima deve ser adicional aos auxílios já existentes.
3º lugar: Nova Zelândia - por declarações do ministro neozelandês de não estar focado no aumento das emissões do próprio país.
9 junho
1º lugar: Canadá e Croácia - por se oporem às reduções do Protocolo de Quioto a níveis de emissões de GEE em 1990.
2º lugar: Rússia - por não ter se comprometido efectivamente quanto às reduções no Protocolo de Quioto e também na COP15, até agora.
08/12
1º lugar: Ucrânia - por ter o objectivo de reduzir em 20% suas emissões em relação a 1990, o que significa 75% de aumento, nos níveis actuais.
2º lugar: Canadá, Islândia, Japão, Cazaquistão, Nova Zelândia, Noruega, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e Austrália - por proporem que a captura e armazenamento de carbono se devem qualificar como projecto de MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
3º lugar: Ucrânia - por se recusar a dizer como está a utilizar o dinheiro da venda de créditos de emissões.
7 junho
1º lugar: Países em desenvolvimento - por falta de empenho na implementação das reduções de emissões de GEE.
2º lugar: Suécia, Finlândia e Áustria - por tentarem obter ganhos, por causa de suas florestas.
3º lugar: Canadá - por causa da falta de empenho.
Menção honrosa: Arábia Saudita - por causa da falta de empenho "histórica".
1º e 2º lugares: Canadá - pelo seu posicionamento intransigente, quanto às metas de redução de emissões de GEEs e por não ser claro quanto às suas posições no encontro.
3º lugar: União Europeia - por não ter uma posição mais ousada para a proposta de um apoio financeiro a longo prazo aos países pobres.
10 junho
1º lugar: Polónia - por bloquear proposta de actualização incondicional do objectivo da UE de reduzir as emissões de carbono a 30%.
2º lugar: Alemanha - por não esclarecer que o financiamento do clima deve ser adicional aos auxílios já existentes.
3º lugar: Nova Zelândia - por declarações do ministro neozelandês de não estar focado no aumento das emissões do próprio país.
9 junho
1º lugar: Canadá e Croácia - por se oporem às reduções do Protocolo de Quioto a níveis de emissões de GEE em 1990.
2º lugar: Rússia - por não ter se comprometido efectivamente quanto às reduções no Protocolo de Quioto e também na COP15, até agora.
08/12
1º lugar: Ucrânia - por ter o objectivo de reduzir em 20% suas emissões em relação a 1990, o que significa 75% de aumento, nos níveis actuais.
2º lugar: Canadá, Islândia, Japão, Cazaquistão, Nova Zelândia, Noruega, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e Austrália - por proporem que a captura e armazenamento de carbono se devem qualificar como projecto de MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
3º lugar: Ucrânia - por se recusar a dizer como está a utilizar o dinheiro da venda de créditos de emissões.
7 junho
1º lugar: Países em desenvolvimento - por falta de empenho na implementação das reduções de emissões de GEE.
2º lugar: Suécia, Finlândia e Áustria - por tentarem obter ganhos, por causa de suas florestas.
3º lugar: Canadá - por causa da falta de empenho.
Menção honrosa: Arábia Saudita - por causa da falta de empenho "histórica".
Vê tudo em: http://www.fossil-of-the-day.org/
quinta-feira, 21 de junho de 2012
CORDAID (ou ACORDA E AJUDA)
Apresento-te a campanha desenvolvida pela ONG holandesa CORDAID (Catholic Organisation for Relief and Development Aid), que actúa em todo o mundo com o objectivo de combater a pobreza e a exclusão nos países mais pobres e em áreas de conflito, trabalhando nas seguintes áreas:
- Transformação de zonas de conflito: apoio à participação cívica, diálogo, reconciliação social e construção da paz em zonas de conflito armado
- Serviços de saúde de qualidade: construção de infraestruturas e prestação de serviços de qualidade para as comunidades mais vulneráveis e necessitadas em zonas remotas
- Aumento da emancipação económica dos produtores locais de forma sustentável para a população e para o ambiente
- Redução do risco de catástrofe e ajuda humanitária
Para levar a cabo os seus projectos, desenvolve várias campanhas de angariação de fundos.
Partilho contigo uma campanha desenvolvida há alguns anos, para a qual convidaram o director criativo Magnus Olsson e a Agência Saatchi & Saatchi. Nela, pretendia-se demonstrar o quão pouco custa contribuir para melhorar de forma significativa a vida de pessoas que se encontram longe de nós.
Mas para que esta chamada de atenção tivesse realmente impacto, era necessário criar uma empatia/relação com a causa a apoiar. E que criasse revolta no espectador. Revolta suficiente que o impulsionasse a agir. No fundo, para ajudar só precisavam enviar uma mensagem de telemóvel.
Mas para que esta chamada de atenção tivesse realmente impacto, era necessário criar uma empatia/relação com a causa a apoiar. E que criasse revolta no espectador. Revolta suficiente que o impulsionasse a agir. No fundo, para ajudar só precisavam enviar uma mensagem de telemóvel.
Este foi o excelente resultado realizado com uma tribo Masai.
Podes conhecer mais sobre o trabalho desta organização em http://www.cordaid.nl/nl/(12997)--.html
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Rio+Social e faz-te ouvir
Op op! Está quase aí!
Dia 19 de junho, irá decorrer um dos mais importantes eventos globais sobre tecnologia, social media e sustentabilidade. Apresento-te o Rio+Social, que pretende por todo o mundo falar globalmente e a desenvolver em conjunto soluções mais sustentáveis, aproveitando a ocasião criada pela Conferência Rio + 20 das Nações Unidas.
As novas tecnologias da era digital alteraram completamente o modo como partilhamos informação, como nos manifestamos e abraçamos novas causas. Os exemplos já são mais que muitos, desde a Primavera Árabe às inúmeras campanhas promovidas por ONG's. O Rio+Social pretende por isso usar as redes sociais para um bem comum e convida-te a participar! Visita a página do Facebook ou o site e faz ouvir a tua voz.
É uma iniciativa conjunta da Fundação das Nações Unidas, Mashable, 92nd Street Y, Ericsson, EDP, Planeta Sustentável e LiveAD e vai contar com a presença de conferenciantes tão distintos como a Dra. Brundtland, Hans Vestberg (Ericsson), Ted Turner (UN Foundation), Fabien Cousteau ou o nosso António Mexia.
O Rio+Social és tu também! Vai-te a eles!
domingo, 13 de maio de 2012
Is something strange happening to this town?
A 15 de maio de 2011, nasceram os "Indignados" no país de nuestros hermanos, tendo-se tornado no movimento social mais importante deste país desde o final do franquismo.
A sua primeira ação foi lançar um apelo em 58 cidades espanholas através das redes sociais para protestar contra a resposta dos políticos à crise. O movimento não violento, não hierarquizado e sem ligações partidárias, apanhou completamente de surpresa o governo.
Alea jacta est...
As manifestações organizadas conseguiram reunir dezenas de milhares de pessoas.
E o rastilho deste movimento rapidamente se incendiou noutros países.
Comemorou-se ontem o seu primeiro aniversário. Um movimento sem nome e sem ligações partidárias, conhecido pelo nome 15-M e que agora se auto-intitula de Primavera Global.
Em Lisboa, reuniram-se cerca de 800 manifestantes que protestaram contra o atual Estado da Nação, gritando palavras contra o FMI, contra o desemprego e contra o Governo.
Em Madrid, foram vários milhares que encheram o largo Puertas del Sol...
E em Barcelona, 45.000 pessoas desceram o Passeig de Gràcia...
Em Londres baixou para os 300 participantes...
Mas convenhamos que os ingleses estão bem melhor do que nós...
Será que nem o desemprego, nem os cortes nos subsídios, no apoio social, na cultura, na educação e na saúde, nem as privatizações e a má gestão do governo nos farão nunca demonstrar pacificamente o nosso desagrado e a nossa vontade de mudança?
Parece que já em 1975, o Almirante Pinheiro de Azevedo gritava com razão: "Calma que o povo é sereno! O povo é sereno"
Afinal, is something strange really happening to this town?
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Primavera Global - 12 de maio
Entre 12 e 15 de Maio, mais de 250 cidades no mundo, pelo menos sete em Portugal - Faro, Évora, Lisboa, Santarém, Porto e Braga - irão juntar-se num amplo conjunto de acções globais para contribuir para a consciencialização colectiva e unidos dar corpo à construção de alternativas ao actual modelo global que ameaça o planeta e o nosso futuro.
Aproveito assim para relembrar as sábias palavras de Eduardo Galeano:
A organização Primavera Global PT convida todos a participar nesta acção, para promover a inclusão e diversidade, liberdade e democracia.
O ano 2011 ficou marcado pelas Primaveras Árabes, pelos protestos da Geração à Rasca, dos movimentos Indignados e Occupy de todo o mundo.
Em 2012, vão sair de novo à rua para exigir que todos sejam parte da solução.
Para dia 12 de Maio, convidam todos a saair à rua para fazer ouvir as vozes da Indignação e Mudança, em Lisboa, entre o Rossio e o Parque Eduardo VII.
E depois, até 15 de Maio, no Parque Eduardo VII, haverá um fórum aberto de discussão de ideias ("A Ideias saem à rua"). Ideias para a defesa de um outro modo de vida, de outro modelo de governação, de defesa do comum e de preservação do planeta.
A Primavera Global está a chegar!
Vamos tomar as Ruas!
A pergunta a colocar é de que servirá esta manifestação, esta demonstração de uma vontade de mudança? Pois pode não servir para nada. Por agora. Não é preciso que sirva para alguma coisa no imediato. O importante é mostrar que existe uma vontade de algo diferente. De que ainda acreditamos que outro mundo é possível. Pode não ser agora, pode não ser em breve, pode não ser nunca. Mas nós acreditamos que seja possível.
A pergunta a colocar é de que servirá esta manifestação, esta demonstração de uma vontade de mudança? Pois pode não servir para nada. Por agora. Não é preciso que sirva para alguma coisa no imediato. O importante é mostrar que existe uma vontade de algo diferente. De que ainda acreditamos que outro mundo é possível. Pode não ser agora, pode não ser em breve, pode não ser nunca. Mas nós acreditamos que seja possível.
Aproveito assim para relembrar as sábias palavras de Eduardo Galeano:
"Éste es un mundo más bien infame, no es muy alentador el mundo en el que hemos nacido, pero hay otro mundo en la barriga de este mundo esperando.
Es un mundo diferente y de parición difícil, no es fácil que nazca, pero sí es seguro que está latiendo en este mundo.
Y yo lo reconozco en estas acampadas.
Este es el mundo al revés, es un mundo de mierda, pero no es el único posible.
Y cada vez que me asomo a estas concentraciones lindísimas, de gente joven… pienso, no, hay otro mundo que nos espera y son los jóvenes los que los llevan adelante, esos jóvenes despreciados por las elecciones regidas por el interés de los partidos políticos donde los jóvenes no votan."
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Hoje é dia de ser livre
No Verão de 1975, o escritor colombiano Gabriel García Marquez esteve em Lisboa e escreveu as seguintes palavras:
"Por razões históricas e geográficas, sendo um dos países mais pobres da Europa mas com uma posição estratégica essencial, Portugal é obrigado a sentar-se à mesa dos países mais ricos e sofisticados do planeta, mas falando num idioma que ninguém entende, porque a ninguém lhe interessa entendê-lo, com os bolsos remendados e os sapatos rotos, mas com a dignidade de ter sido noutros tempos o dono quase absoluto de todos os mares."
Passados 37 anos, continuamos na mesma: dignos e de cabeça erguida, sentados junto dos donos do mundo, e com os bolsos, as meias e os sapatos rotos. Obrigados a participar num banquete no qual nada nos dão de comer, apenas para a fotografia e para manter a família unida. Não comemos porque não produzimos nem cozinhámos nada em contribuição. "A única coisa que Portugal produz são portugueses..."
É esta a liberdade que queremos ter? É esta a liberdade que vamos continuar a aceitar?
Está na altura do avô pobre e maltrapilho se recompor, meter mãos à obra e usar todos os seus vastos conhecimentos adquiridos para mostrar que também tem valor. E esse avô Portugal somos todos nós. E não precisamos de entrar em saudosismos sebastianistas nem outros que tais. Se queres realmente ser livre, mexe-te, actua e faz algo pelo teu país. Trabalha, cria, inventa. Faz o que sabes fazer bem. Não somos bons só quando vamos lá para fora. Também podemos ser bons cá dentro. E se tentares, vais ver que é bem mais fácil do que parece.
É um belo dia para começar de novo. Feliz dia da Liberdade.
domingo, 22 de abril de 2012
Vetos e armas... trocas e baldrocas
Muito se tem falado do veto da Rússia à resolução das Nações Unidas para o fim da violência na Síria. Juntamente com a China, não votou contra uma acção militar nem contra o estabelecimento de sanções económicas, mas simplesmente contra a exigência do fim do massacre à população civil. Simplesmente contra o fim da chacina! A comunidade internacional indignou-se, exaltou-se e revoltou-se, tal como tu estás (ou deverias estar) a fazer. Mas afinal, o que levou estes dois gigantes a votarem contra a paz naquele país?
Ora tanto a Rússia como a China têm no seu seio problemas relacionados com a subjugação de minorias étnicas e povos inteiros. O seu voto a favor da população civil e contra o regime de Bashar al-Assad poderia ser utilizado depois contra as duas potências, para a adopção de medidas semelhantes que protegessem a Tchetchénia ou o Tibete.
E é quase surpreendente que quem mais se indignou perante esta tomada de decisão foi nada mais nada menos que Israel, o país que mais resoluções das Nações Unidas violou e que recorre inúmeras vezes ao veto dos EUA para travar qualquer resolução que seja contrária aos seus interesses. Um país construído num território ocupado e oferecido como recompensa aos judeus americanos, segundo o acordo feito em 1917 entre a rainha de Inglaterra e o Lord Rothchild para conseguir ajuda americana na vitória sobre o império otomano (Declaração de Balfour).
E aqui entra o tema de hoje, o comércio e a venda de armas entre países. Neste mundo ao contrário, como dizia Eduardo Galeano, é revoltante que "los países que custodian la paz universal son los que más armas fabrican y los que más armas venden a los demás países".
Neste caso, a Rússia é o maior fornecedor de armas ao regime de Assad, na Síria, tal como os EUA o são de Israel. No primeiro caso, o regime massacra o seu próprio povo, enquanto no segundo, ocupam há quase 50 anos o território de um outro povo. Alguém terá aqui moral para criticar ou ficar indignado com a atitude do outro país perante a Assembleia das Nações Unidas?
No início de 2012, a Rússia acabou com a venda de armamento mais pesado à Síria, não por livre e espontânea vontade, mas por ter sido interceptado junto à costa do Chipre um navio carregado de armas que se dirigia para a Síria. Única e exclusivamente por pressão internacional, e não por ideais humanistas...
Ora o mercado internacional de armas não é regulado. Segundo a Amnistia Internacional, existe mais legislação sobre o comércio de bananas do que sobre o armamento.
Em Julho de 2012, a Assembleia das Nações Unidas vai decidir sobre a adopção de um tratado internacional de comércio de armas. A Amnistia Internacional não deixou passar esta oportunidade para criar uma campanha incrível (como é já habitual) sobre o comércio internacional de armas. A ideia é que se regularize e se proíba a venda de armas a países que violam direitos humanos.
De que servirá no fundo? Será que as ditaduras do Médio Oriente deixarão de poder comprar armas? Será que Israel terá de se orientar com o que já tem para continuar a ocupar Gaza e outros territórios palestinianos?
O importante aqui é demonstrares qual a tua posição sobre este tema. Demonstrares que acreditas que seria possível uma outra realidade. Demonstrares que isto não é justo.
Por isso, manifesta-te! Vota no link: http://www.amnesty.org.au/action/info-graphic-action/28320/?utm_medium=facebook&utm_source=wallpost&utm_campaign=armstrade#petition-text
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Hugh's fish fight - luta contra o desperdício!
Em 2011, o programa de Hugh Fearnley-Whittingstall, "Hugh’s Fish Fight" foi transmitido no Reino Unido.
Devido às loucas leis da UE, metade de todo o peixe capturado no Mar do Norte é lançado de volta ao mar morto.
Um motivo evitável é o uso da quota de espécie única numa pescaria mista. O regime de quotas destina-se a proteger as populações de peixes, estabelecendo limites de quantos peixes de uma determinada espécie devem ser pescados. No entanto, numa pescaria mista, onde coabitam muitos peixes diferentes, os pescadores não conseguem controlar que espécies capturam. Pescar uma espécie frequentemente significa capturar outra, e se aos pescadores não é permitido desembarcar o que capturam, a única opção é lançá-los ao mar. A grande maioria destes peixes devolvidos morre.
Como as devoluções não são monitorizadas, é difícil saber exactamente quanto peixe está a ser deitado fora. A UE estima que, no Mar do Norte, as devoluções estão entre os 40% e os 60% das capturas totais. Muitos destes são bacalhau, arinca, solha e outras espécies alimentares populares de óptima qualidade que estão “acima da quota”. Como aos pescadores não é permitido desembargar qualquer peixe acima da quota, no caso de o capturarem acidentalmente - o que não podem evitar fazer - não existe escolha senão lançá-los ao mar antes de chegarem ao cais.
Hugh’s Fish Fight lançou uma petição online apelando ao fim das devoluções, que é apoiada por uma ampla coligação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientais e também por um número crescente de pescadores, grupos industriais e responsáveis políticos.
Um motivo evitável é o uso da quota de espécie única numa pescaria mista. O regime de quotas destina-se a proteger as populações de peixes, estabelecendo limites de quantos peixes de uma determinada espécie devem ser pescados. No entanto, numa pescaria mista, onde coabitam muitos peixes diferentes, os pescadores não conseguem controlar que espécies capturam. Pescar uma espécie frequentemente significa capturar outra, e se aos pescadores não é permitido desembarcar o que capturam, a única opção é lançá-los ao mar. A grande maioria destes peixes devolvidos morre.
Como as devoluções não são monitorizadas, é difícil saber exactamente quanto peixe está a ser deitado fora. A UE estima que, no Mar do Norte, as devoluções estão entre os 40% e os 60% das capturas totais. Muitos destes são bacalhau, arinca, solha e outras espécies alimentares populares de óptima qualidade que estão “acima da quota”. Como aos pescadores não é permitido desembargar qualquer peixe acima da quota, no caso de o capturarem acidentalmente - o que não podem evitar fazer - não existe escolha senão lançá-los ao mar antes de chegarem ao cais.
Hugh’s Fish Fight lançou uma petição online apelando ao fim das devoluções, que é apoiada por uma ampla coligação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientais e também por um número crescente de pescadores, grupos industriais e responsáveis políticos.
Junta-te a esta campanha e a quase 800.000 pessoas que já assinaram esta petição. Ao apoiar esta campanha, o teu nome será adicionado a uma carta a enviar para a Comissária Maria Damanaki, os membros do Grupo de Reforma da Política Comum das Pescas e para todos os Deputados do Parlamento Europeu.
Podes ver aqui as soluções propostas: http://www.fishfight.net/solutions/
Podes ver aqui as soluções propostas: http://www.fishfight.net/solutions/
Para assinar a petição clica aqui para acederes ao site português: http://www.fishfightpt.com/
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Campanha Roupa Limpa
A campanha "Clean Clothes" (Roupa Limpa) trabalha para melhorar as condições laborais e facilitar o "empowerment" dos trabalhadores na indústria do vestuário e roupa desportiva.
Podes conhecer a campanha internacional aqui http://www.cleanclothes.org/
Se quiseres aceder à informação de algumas marcas de roupa e saber se estás a comprar "roupa limpa", podes também consultar a análise de empresas da página espanhola em http://www.ropalimpia.org/es/analisis
Podes conhecer a campanha internacional aqui http://www.cleanclothes.org/
Se quiseres aceder à informação de algumas marcas de roupa e saber se estás a comprar "roupa limpa", podes também consultar a análise de empresas da página espanhola em http://www.ropalimpia.org/es/analisis
sábado, 7 de abril de 2012
Os golfinhos de Taiji
Anualmente cerca de 20.000 golfinhos e baleias pequenas são mortos no Japão. Desde Setembro a Março, milhares de animais são atraídos para pequenas baías e brutalmente mortos.
Esta chacina era praticamente desconhecida até ao documentário "The Cove", nomeado aos Óscares em 2009. A organização Sea Shepherd Conservation Society tem desde 2010 voluntários presentes na baía, os "The Cove Guardians", como forma de pressionar o governo japonês.
Podes seguir o seu diário aqui: http://www.seashepherd.org/cove-guardians/
Caso nunca tenhas visto o "The Cove", deixo aqui um extended clip:
domingo, 1 de abril de 2012
Campanha Finanças Éticas
Já te perguntaste onde o teu banco investe o teu dinheiro?
Será que serve para fabricar armas ou para prejudicar o ambiente?
Será que as tuas poupanças podem contribuir para o desenvolvimento de outros países?
Conhece a Campanha Finanças Éticas da ONG Setem, em Espanha, e aprende um pouco mais.
Além disso, grande parte dos bancos referidos estão também já em Portugal.
E não te esqueças: és um cliente, não um cúmplice!
Será que serve para fabricar armas ou para prejudicar o ambiente?
Será que as tuas poupanças podem contribuir para o desenvolvimento de outros países?
Conhece a Campanha Finanças Éticas da ONG Setem, em Espanha, e aprende um pouco mais.
Além disso, grande parte dos bancos referidos estão também já em Portugal.
E não te esqueças: és um cliente, não um cúmplice!
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