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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Viver numa torre de água

Já viste com certeza dezenas torres de água espalhadas pelo país. Cada localidade tinha uma. Actualmente estão ao abandono ou servem propósitos bem diferentes. A de Vila do Bispo por exemplo serve como antena para telemóveis.
 
Um uso bem mais sustentável foi dado a este tipo de edifício pelo Estúdio Bham Design na Bélgica: habitação. Já te imaginaste a viver numa casa assim?
O projecto de renovação da torre para a transformar numa casa com 5 andares, com um terraço panorâmico de cortar a respiração e um duche exterior, conseguiu manter a maioria da estrutura original.
 



 
 

sábado, 29 de setembro de 2012

Village Undergroung já chegou a Lisboa

Lembras-te do Village Underground, projecto de recuperação de carruagens de metro antigas para transformação em espaços de escritório?
 
Pois é, já chegou a Lisboa! E se estás a precisar de um espaço de trabalho para ti ou para a tua equipa, apressa-te pois as reservas já começaram a cair!
Desde há 3 anos a ser projectado pelas mãos da Madame aka Mariana Duarte Silva, o Village Underground chegou finalmente a Portugal no local mais indicado da cidade de Lisboa: o Museu da Carris.
 
Os escritórios serão construídos dentro de contentores marítimos com um design único e inovador, e haverá 60 lugares disponíveis para aluguer. Mas já podes passar por lá e dar uma vista de olhos nos 2 autocarros antigos de dois andares da Carris, onde serão instaladas as salas de reunião.

Fazem falta ideias inovadores destas, especialmente em tempos de crise.
Change your mindset, go underground.


 
Village Underground Lisboa from Mariana D. Silva on Vimeo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cascais é (mesmo) demais!

Cascais ficou em primeiro lugar no índice das Cidades Inteligentes, segundo os resultados divulgados a 3 de Maio na Conferência Internacional Cidades Inteligentes para o Crescimento Sustentável, no Museu da Electricidade em Lisboa. Esta Conferência foi organizada pela Inteli - Inteligência em Inovação e pela Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, em parceria com o Ecologic Institute (Alemanha), com o objetivo de selecionar a melhor cidade do projeto Rener - Renewable Energy Living Lab.
Cascais é assim líder no grau de inteligência urbana, fruto das boas práticas levadas a cabo no âmbito da sustentabilidade, como a mobilidade eléctrica e a regeneração de edifícios.

Através da sua Agenda 21,  Cascais envolve os munícipes, com sessões de participação pública e o mais recente orçamento participativo. É neste contexto que foram criados programas de formação às Associações de Munícipes, o programa Hortas de Cascais, o ECO XXI (desenvolvido pela Associação Bandeira Azul da Europa), o Plano Estratégico face às Alterações Climáticas e o Pensar Global, Agir Local.



Em termos de educação e sensibilização ambiental desenvolve também uma série de projetos dentro e fora das escolas, sobre os mais diversos temas, desde a poupança energética, conservação dos recursos costeiros, defesa da Natureza e da biodiversidade, entre outros.


A própria Câmara desenvolve projetos que a levem, enquanto entidade pública, a diminuir os seus consumos energéticos, nomeadamente ao nível dos edifícios e equipamentos municipais, frota automóvel, iluminação e compras públicas.

Conhecidas são já há muitos anos as Bicas de Cascais, bicicletas gratuitas disponíveis em vários pontos para que os munícipes e visitantes possam percorrer a cidade inteira de bicicleta.

E atualmente está a ser lançado o novo projeto de reabilitação do Mercado de Cascais, que além da própria reabilitação do espaço, vai criar uma nova marca para promover todos os produtos regionais e comercializá-los não só neste espaço, como também na Mercearia da Vila.



Enfim, toda uma panóplia de projetos que bem merecem este prémio.

Afinal Cascais é (mesmo) demais!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dá a casa ao manifesto

Skateboarding is not a crime.

Esta expressão foi criada há anos atrás, como resposta às políticas urbanas que excluíam e baniam o uso do skate nas cidades. O argumento era de que danificava e destruía equipamentos públicos, desde corrimões a passeios, etc. Além disso, durante muitos anos a prática do skate era associada à criminalidade, pelo que as pessoas temiam este desporto e quem o praticava.
Actualmente, esta concepção mudou. A cultura skater ganhou terreno, através da música, do cinema, dos jogos de vídeo, etc. Hoje grande parte das cidades tem já skateparks nos seus arredores, como forma de prevenir o uso do espaço público para praticar este desporto. Porém, deveriam ser construídos ainda mais, principalmente nos centros das cidades.
Os skaters continuam sem espaço suficiente para praticar. E foi nisso que pensou Pierre Andres Senizergues, ex-campeão mundial e fundador da Etnies. Deu casa ao manifesto: um projecto arquitectónico com o qual o comum e mortal skater apenas poderia sonhar. A PAS House é uma casa totalmente preparada para andar de skate, em toda a sua superfície, seja interior ou exterior. O seu protótipo foi já apresentado em Paris.
Imaginem uma cidade onde os skates são o principal meio de transporte, dentro e fora de casa. Os edifícios seriam ligados por uma estrutura em laço. Dentro de casa, todas as superfícies são tubulares, com rampas nas paredes. Até a mobília está preparada para a prática do skate.
Além disso, o projecto foi pensado tendo em conta o uso da ventilação natural e da luz solar e os materiais utilizados teriam origem local.

Será um sonho?





segunda-feira, 16 de abril de 2012

Reabilitar a custo zero e a paixão de José

Em 2011, o jovem José Paixão, residente na Áustria, apresentou a sua candidatura: Reabilitar a custo zero ao concurso da Fundação Calouste Gulbenkian, "Ideias de origem portuguesa".



A ideia consiste em criar uma organização sem fins lucrativos que ofereça a possibilidade a senhorios de prédios degradados de reabilitarem o seu imobiliário a custo zero. Para tal, os proprietários oferecem alojamento e alimentação a estudantes estrangeiros de arquitectura e engenharia que se voluntariam para conceber e concretizar a requalificação.

Os materiais e equipamentos necessários à realização das requalificações seriam doados como caridade à organização sem fins lucrativos de modo a serem deduzíveis dos impostos a pagar pelas empresas fornecedoras. Para além das contrapartidas financeiras, as empresas teriam também o seu nome associado a um projecto honroso e potencialmente de elevada exposição pública.




Por último, a supervisão técnica das obras resultaria de uma parceria com a Universidade. Os projectos de requalificação seriam casos de estudo em cursos de reabilitação de edifícios e assim sujeitos ao acompanhamento técnico por parte de professores e alunos especialistas.


Ganhou o 1.º lugar entre 203 projectos apresentados e já está a ser colocado em prática no Porto, através do projecto «Arrebita Porto».
A Câmara Municipal do Porto assinou no passado dia 4 de abril 2012, o protocolo do «Projecto Arrebita!Porto – Reabilitação a Custo Zero» juntamente com a Fundação Porto Social, Fundação Calouste Gulbenkian, Porto Vivo – SRU, Instituto de Empreendedorismo Social e o arquitecto José Paixão.
O primeiro edifício reabilitado a custo zero estará pronto em 2014.
Parabéns!

domingo, 8 de abril de 2012

Ruinarte - o estado da nação

Apresento-vos o meu projecto de fotografia nacional preferido - Ruin'arte de Gastão Freire de Andrade, fotógrafo do estúdio Luzviva.
Este projecto conta já com mais de três anos de existência e milhares de retratos do abandono e destruição a que está dotada grande parte do património arquitectónico nacional.
A quantidade de edifícios abandonados e devolutos nas cidades é aterradora, por questões de heranças ou má gestão do património. Existem cerca de 1,6 milhões fogos a necessitar de pequenas e médias reparações e 326 mil fogos muito degradados ou a precisar de grandes reparações, representando cerca de 33% e 8%, respectivamente, do total das construções. A necessidade de reabilitar é grande, especialmente nos centros históricos das cidades onde a degradação física é mais evidente. Em Lisboa e Porto cerca de metade do parque habitacional (52%-53%) necessita de intervenção.












Conheçam melhor o projecto em: http://www.ruinarte.blogspot.pt/ e facebook ruin'arte